PARVOVIROSE CANINA

PARVOVIROSE CANINA: A parvovirose é uma doença infectocontagiosa bastante comum em cães causada pelo parvovírus canino (CPV), que sobrevive por anos no meio ambiente e resistente à maioria dos desinfetantes.

A parvovirose é uma doença infectocontagiosa bastante comum em cães causada pelo parvovírus canino (CPV), que sobrevive por anos no meio ambiente e resistente à maioria dos desinfetantes. A infec­ção é mais comum em cães filhotes não vacinados ou durante as primeiras vacinações; animais adultos tornam­-se mais resistentes ao longo da vida.

O contágio do parvovírus ocorre através do contato com cachorros, fezes ou vômito infectados. E isso torna fundamental a quarentena e os cuidados com os cachorros doentes, tanto para o seu próprio bem, como para evitar que esses agentes da parvovirose se espalhem.

Tipicamente, a parvovirose pro­voca uma gastroenterite hemorrágica aguda, caracte­rizada por diarreia com sangue, vômitos e, em casos graves, vômitos com sangue. A desidratação desenvolve-se rapidamente. Febre pode ser observada como con­sequência do próprio CPV ou por infecção bacteriana secundária. Outras causas importantes de gastroenterite hemorrágica devem ser consideradas, como verminoses (anci­lostomose em particular), intolerância alimentar ou medicamentosa, infecções bacterianas, entre outras. Filhotes com poucas semanas de vida, cujas mães foram infectadas ou receberam vacinas vivas atenu­adas durante a prenhez, podem ter morte súbita em decorrência de miocardite causada pela multiplica­ção do CPV no tecido cardíaco.A infecção pelo CPV logo após o nascimento, principalmente se a mãe não possuir anticorpos maternos ou o filhote não for ama­mentado, também pode levar à miocardite.

O parvovírus tem afinidade por células que se multiplicam rápido, como as células intestinais e as da medula óssea. Sendo assim, as células do sangue com tempo de vida mais curto, como os neutrófilos, são as mais afetadas. A baixa dos leucócitos é um achado importante da parvovirose, contribuindo para a pro­gressão de uma infecção generalizada que pode levar o animal a óbito.

Sintomas

A parvovirose canina requer cuidado e atenção, tanto por ser uma doença grave e de progressão rápida, como pelo seu alto risco de contágio e propagação. Fique atento aos sintomas mais comuns da parvovirose:

  • Febre
  • Letargia
  • Vômito
  • Diarreia (em geral com sangue nas fezes e cheiro muito forte)
  • Recusa de comida
  • Hipotermia
  • Taquicardia
  • Desidratação

Tratamento e Prevenção

A parvovirose canina é uma doença grave e potencialmente fatal. Portanto, se o seu cachorro apresentar sintomas do parvovírus, leve-o ao veterinário imediatamente. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada, mais chances de sucesso do tratamento para parvovirose.

Os sintomas que o cachorro apresenta em muitos casos permitem o diagnóstico clínico, ou seja, com os exames realizados em consultório pelo veterinário. Também se pode recorrer aos testes rápidos, em que uma amostra do fezes é colhida e rapidamente é possível identificar se há a presença do vírus. Além de acessíveis, esses exames confirmam o diagnóstico, pois os sintomas da parvovirose são comuns a outras patologias (como a cinomose).

O veterinário vai examinar o animal e provavelmente recomendar a hospitalização do animal em ala de isolamento, onde será monitorado e vai receber todos os cuidados e suporte necessários. Como a parvovirose canina reduz os glóbulos brancos, o organismo diminui consideravelmente a sua capacidade de combater a infecção, além de ficar suscetível a outras doenças. Por isso ocorre o tratamento de suporte, que vai tratar os sintomas, e não o vírus em si.

Como prevenir a parvovirose canina

Parvovirose tem cura, mas a prevenção é sempre o melhor caminho, ainda mais quando se trata de uma doença grave como a parvovirose. Por isso, pequenos cuidados ajudam a proteger o seu cachorro e evitar problemas graves e fatais. Saiba como prevenir:

– Vacina: as vacinas V8 e V10 previnem, entre outras doenças, a parvovirose, o que reforça ainda mais sua importância. A administração deve continuar ao completar um ano e, depois disso, seguir o calendário anual de vacinas com os reforços.

– Contato: evite que o seu cachorro tenha contato com animais e materiais contaminados e seja exposto ao mesmo ambiente em que vive ou viveu um animal com a doença. Isso é ainda mais sério se o cachorro não estiver vacinado ou parcialmente imunizado: locais onde cães com parvovirose viveram devem ser evitados por 2 anos por aqueles animais sem a vacinação completa. 

– Filhotes: antes de concluir a vacinação (pelo menos 14 dias após a 3ª dose da vacina), não é recomendado levar seu filhote a locais abertos, pois isso aumenta o risco de contrair não só a parvovirose, como também outras doenças.

– Limpeza: limpe o ambiente em que o cachorro vive com água sanitária, um dos poucos produtos que mata o resistente parvovírus, e água quente. Além disso, procure descartar os objetos do cão infectado, mas não sem antes lavá-los com água fervente. Lembre-se que, ao ir para o lixo, o material ainda vai entrar em contato com pessoas e animais e pode transmitir o vírus.

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